Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Textos de apoio das aulas do 8º Ano - VII

Mäyjo, 21.03.09

A CIDADE É UM PONTO DE ENCONTRO

Venha de longe ou de perto, tudo ali vai ter. Estradas, pessoas, produtos...

 

A cidade, como local de concentração de grande variedade de bens e serviços, transforma-se simultaneamente:

  • numa aglomeração de população e de empresas;
  • num centro que atrai pessoas que residem em áreas próximas e até distantes.

As pessoas procuram residir na cidade ou deslocam-se até lá porque:

  • é mais fácil conseguir trabalho e por isso muitas fazem deslocações diárias para o seu emprego localizado na cidade — são as migrações pendulares;
  • têm a certeza de que lá vão poder encontrar tudo, ou quase tudo, aquilo de que necessitam para satisfazer as suas necessidades do dia-a-dia.

As empresas têm todo o interesse em localizar os seus estabelecimentos na cidade pois:

  • têm a garantia de obter lucro devido ao elevado número de clientes;
  • podem conseguir trabalhadores com mais facilidade, graças à concentração pessoas na cidade.

Cada cidade tenha a sua área de influência, cuja dimensão depende da importância das funções da cidade.

Área de influência: área geográfica na qual a cidade exerce as suas funções.

 

Ambiente 1

Mäyjo, 19.03.09

Abate indiscriminado de árvores preocupa vice-governador do Bié (Angop)

 

O vice-governador para a organização dos serviços técnicos no Bié, Adolfo André, manifestou-se hoje, quinta-feira, preocupado com o aumento indiscriminado de abate das árvores, essencialmente para o fabrico de carvão, bem como uso de lenhas no seio das populações da região.

Ler tudo: http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/ambiente/Abate-indiscriminado-arvores-preocupa-vice-governador-Bie,5d047d8e-f91d-47ea-8edb-8b5967ef1c6f.html

 

 

Textos de apoio das aulas do 8º Ano - VI

Mäyjo, 18.03.09

O QUE A CIDADE TEM PARA OFERECER

Apesar da oferta, muito do que existe na cidade não tem ali a sua origem!

 

Os residentes na cidade e os que a visitam, vindos de outras áreas, procuram satisfazer diferentes necessidades e, por isso, devem ter acesso a produtos e serviços muito variados:

• os bens alimentares que, na sua maior parte, são obtidos da agricultura e da pesca e que são consumidos sem sofrerem qualquer transformação, provêm do sector primário:

Produtos da Terra

— vegetais;

— carne;

— peixe;

— água;

— …

• os produtos fabricados pelas várias indústrias, e que por isso mesmo sofreram transformações mais menos profundas, são provenientes do sector secundário:

— livros;

— aparelhos electrónicos

— pronto-a-vestir;

— …

• o comércio, que põe à disposição da população todos os produtos do sector primário e secundário em vários locais, forma em conjunto com os diversos serviços, o que se chama o sector terciário, constituído por:

— centros comerciais;

— bancos;

— lojas;

— cinemas;

— hospitais;

— escolas;

— …

De uma forma simples, os três sectores podem distinguir-se pela natureza das actividades que os compõem. O sector terciário é o mais característico da cidade, pois é aqui que se concentra a maior diversidade de bens e serviços, mas a maior parte dos produtos, embora oferecidos na cidade, não são produzidos no seu interior, mas sim em áreas que podem ser próximas ou distantes e que têm características muito diferentes:

• áreas litorais;

• áreas rurais;

• áreas industriais ou urbano-industriais, quando se localizam próximo das cidades.

Na medida em que nestas áreas também residem muitas pessoas que se dirigem à cidade para beneficiarem do seu comércio e dos seus serviços, estabelecem-se entre a cidade e cada uma das outras áreas relações de complementaridade.

Relações de complementaridade: trocas entre duas áreas que oferecem bens ou serviços diferentes.

 

Textos de apoio das aulas do 8º Ano - V

Mäyjo, 16.03.09

A MORFOLOGIA URBANA

O puzzle urbano... na Europa

A fisionomia das cidades reflecte-se na planta...

As numerosas actividades que se exercem na cidade permitem simultaneamente:

  • satisfazer as diversas necessidades das pessoas e empresas;
  • oferecer emprego a quem nela procura trabalho.

Para que estes objectivos possam ser atingidos, é necessário que se procure a melhor organização possível do espaço no interior das cidades. Este aspecto pode ser observado numa planta, onde se percebe a forma como se combinam os espaços construídos, os espaços livres e as vias de circulação;

Planta: projecção horizontal de uma cidade ou edifício de grande escala.

A análise de diferentes plantas de cidades permite-nos concluir que é possível distinguir diferentes formas de organização interna da cidade, normalmente associadas a diferentes áreas do Globo.

 

Nas cidades do continente europeu:

há normalmente um centro antigo, que se caracteriza pela planta irregular;

Planta irregular: planta de uma cidade onde as ruas estão dispostas de uma forma desorganizada, reflectindo o crescimento espontâneo da cidade.

a área urbana, no seu conjunto, pode organizar-se segundo uma planta radioconcêntrica ou apresentar plantas diferentes para sectores diferentes da cidade;

Planta radioconcêntrica: planta de uma cidade onde há um conjunto de ruas que divergem do centro e outras que são mais ou menos circulares e concêntricas.

  • as zonas industriais localizam-se na periferia;
  • é possível identificar áreas com tipos de construção característicos de determinados períodos;
  • os edifícios em altura surgem apenas no CBD, também chamado Centro de Negócios.

 

A organização interna de qualquer cidade fica a dever-se, fundamentalmente:

às características de relevo. Quando é acidentado adapta-se melhor a uma planta irregular e quando é plano permite plantas com malhas mais geométricas;

ao passado histórico e à época de fundação da cidade. Se a cidade, ou o sector da cidade, é antigo, as suas ruas não estão adaptadas à circulação automóvel; se a cidade é moderna, as ruas são mais largas para facilitar a circulação de veículos;

ao valor do solo nas diferentes áreas da cidade. No centro, mais acessível, onde os comércios e serviços desejam instalar-se, o preço do solo é elevado, por os edifícios são mais altos;

• à decisão dos poderes públicos. Se antigamente o crescimento da cidade se fazia de maneira espontânea, hoje em dia é ao planeamento urbano que cabe a decisão acerca da ocupação do solo nas várias áreas da cidade.

 

 

O puzzle urbano... no resto do Mundo

Os modelos de cidade diferem nas diferentes regiões do Globo.

 

Na Europa, o modelo de cidade reflecte a antiguidade da maior parte das cidades e as fases da sua evolução.

No resto do Mundo, onde a História é diferente, os modelos de cidade têm de ser também diferentes.

A cidade norte-americana, semelhante à australiana, tem características específicas:

Modelo de cidade norte-americana

• a inexistência de centro antigo bem como de edifícios de arquitectura clássica;

• a importância do CBD com edifícios de grande altura (arranha-céus);

• a dominância de planta ortogonal.

Planta ortogonal: planta de uma cidade onde as ruas são longas e rectilíneas e se cruzam perpendicularmente.

A cidade latino-americana e, de uma forma geral, as dos países em desenvolvimento distinguem-se pela:

• existência do centro colonial, com um tipo de construção própria; ausência de zonas industriais;

• nítida estratificação social das áreas residenciais;

• existência de bairros de lata (no Brasil são as favelas, em França chamam-lhe bidonvilles).

As diferenças encontrados nos modelos dos vários tipos de cidade ficam a dever-se:

ao passado histórico e à época de fundação da cidade. Se a cidade é de construção recente obedece geralmente a um plano prévio, apresenta uma planta geométrica e reflecte as novas técnicas de construção. Se a cidade é de ocupação mais antiga, e tem mesmo um passado colonial, apresenta marcas de outras épocas e até dos povos colonizadores;

ao nível de desenvolvimento do país. Se o país é industrializado, naturalmente a cidade apresenta áreas dedicadas a esta actividade. Se o país é pouco desenvolvido e existe uma grande parte da população com carências económicas, este facto surge reflectido nas características das áreas residenciais.